Marketing na saúde: o que pode e o que não pode | Laranja Lima
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Saúde·9 min de leitura

Marketing na saúde: o que pode e o que não pode na comunicação

Desde março de 2024, a Resolução CFM nº 2.336/2023 ampliou bastante o que médicos podem divulgar, incluindo imagens de 'antes e depois' com caráter educativo, preços de consulta e os bastidores do consultório. Mas manteve proibições essenciais: nada de promessa de resultado, sensacionalismo ou autopromoção. Na odontologia, valem as regras do CFO, em geral mais restritivas.

Resumo rápido
  • A norma do CFM em vigor desde 11/03/2024 modernizou a publicidade médica.
  • Passou a permitir 'antes e depois' educativo, preços e imagens do ambiente.
  • Continuam proibidos promessa de resultado, sensacionalismo e propaganda enganosa.
  • Toda peça deve trazer nome, número do CRM e especialidade/RQE.
  • Dentistas seguem o CFO, com regras próprias, confira sempre.

O que passou a ser permitido

A Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024, foi construída após consulta pública e representa uma flexibilização. Entre os principais avanços, o médico passou a poder mostrar mais do seu trabalho de forma educativa.

  • Imagens de 'antes e depois', desde que com finalidade educativa e sem sensacionalismo.
  • Divulgação do valor de consultas e de campanhas promocionais.
  • Fotos e vídeos do ambiente de trabalho, da equipe e dos equipamentos.
  • Selfies, imagens e áudios nas redes, sem caráter sensacionalista ou de concorrência desleal.
  • Republicação de elogios e depoimentos de pacientes atendidos.

O que continua proibido

Liberdade não é vale-tudo. A norma mantém vedações que protegem o paciente e a relação de confiança.

  • Prometer ou garantir resultados, ou sugerir êxito infalível.
  • Sensacionalismo, autopromoção e concorrência desleal.
  • Divulgar métodos não reconhecidos pelo CFM ou propaganda enganosa.
  • Usar imagem de paciente identificável sem o devido consentimento, dados de saúde são sensíveis pela LGPD.

O que toda peça precisa ter

Independentemente do canal, do outdoor ao Instagram, a publicidade médica deve identificar o profissional: nome, número de inscrição no CRM e a especialidade/área de atuação registrada, com o RQE quando houver.

Odontologia segue o CFO

As regras do CFM valem para médicos. Cirurgiões-dentistas seguem o Conselho Federal de Odontologia, que costuma ser mais restritivo, especialmente quanto a 'antes e depois' e promessas. Antes de qualquer campanha na odontologia, confirme o que o CFO permite.

Na prática

Comunicação em saúde que funciona é aquela que informa, educa e gera confiança, não a que promete milagres. Uma agência que conhece o setor protege a sua reputação enquanto atrai os pacientes certos.

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